Atendimento em todo o BrasilSoluções empresariais com especialistas, onde o seu negócio estiver.

Atendimento nacional Fale conosco

Como tornar as reuniões mais raras, curtas e eficientes

Esta é uma notícia para quem não aguenta mais entrar e sair de reunião o dia inteiro; ou para quem acha que os debates no seu departamento ou empresa não estão levando a lugar nenhum. A especialista em comportamento organizacional Rebecca Hinds reuniu em seu primeiro livro – “Your Best Meeting Ever” (Sua melhor reunião de todos os tempos, em tradução livre) – uma série de conselhos para reduzir drasticamente o tempo gasto em discussões que não levam a nada; e tornar as reuniões que sobraram mais eficazes.

Em geral, as empresas tratam as reuniões como uma iniciativa sem custo. Quem faz a multiplicação das horas em sala pelo salário-hora dos envolvidos se assusta. E às vezes exagera na reação. A Dropbox, por exemplo, chegou a instituir uma moratória de reuniões, invadindo calendários dos funcionários para eliminar compromissos. A Shopify já fez algo semelhante.

Da mesma forma que congelamento de preços não basta para conter hiperinflação, essas soluções drásticas funcionam por pouco tempo. Hinds sugere o controle, sim, mas acompanhado de outras várias medidas, como:

  • Criar um score para as reuniões, medindo esforço e impacto. Ganhou 3 em impacto e 1 em esforço? Mantenha o encontro. Ganhou 2 num quesito, 2 no outro? Reelabore objetivos.
  • Criar um Roti (retorno sobre o tempo investido) para avaliar as reuniões.
  • Privilegiar a ação. Em vez de “discussão do orçamento”, marque “aprovar o orçamento do terceiro trimestre”.
  • Criar um “estacionamento de ideias”. Se alguém se desviar do assunto, escreva a ideia numa folha. Os temas estacionados ficam para outra ocasião.
  • Reduzir o número de participantes. Vale a regra das duas pizzas, de Jeff Bezos: nenhum encontro deveria ter mais gente do que duas pizzas possam saciar.
  • Aplicar o teste CEO para avaliar se a reunião é necessária. Analisar se o assunto é: C – complexo, E – emocionalmente intenso, ou O – leva a uma decisão one-way (difícil de voltar atrás). Se não atender a pelo menos uma dessas condições, não merece uma reunião.

Hinds toca ainda em diversos outros pontos, como o uso de IA para ajudar a organizar e gerir os encontros. E, talvez o melhor de todos, uma regra de ouro para reuniões “um a um”: essas conversas devem deixar o empregado mais energizado do que quando entrou na sala. Se isso não ocorrer, não foi um exercício de liderança, foi microgerenciamento.

Posts relacionados

Gestão do RH, por Redação

Filhos e carreira: por que as empresas devem facilitar essa combinação

Gestão do RH, por Redação

Como fazer as pessoas confiarem em você

Quatro passos para construir credibilidade nas relações.

Gestão do RH, por Redação

Demissão viraliza no TikTok por falta de fit cultural. Afinal, o que isso significa?

Puxada pela geração Z, a #quittok tem quase 80 milhões de visualizações e gera discussões sobre um novo tipo de relação com o trabalho.

Gestão do RH, por Redação

STF decide que indenização por danos morais pode ultrapassar os limites da CLT

Gestão do RH, por Redação

Quer ser mais produtivo? Descubra seus melhores horários e faça pausas

Interrupções e reuniões que poderiam ser emails são alguns dos obstáculos para quem busca maior produtividade.

Gestão do RH, por Redação

Gerar valor ao negócio por meio dos talentos é prioridade para 92% das empresas brasileiras

Gestão do RH, por Redação

Empresas treinam funcionários e driblam falta de mão de obra especializada

Gestão do RH, por Redação

Trabalho remoto pode ajudar a reduzir desigualdade de gênero

Gestão do RH, por Redação

Carteira de trabalho digital: o que você precisa saber

Deixe seu Comentário:

Fonte: matéria publicada originalmente em RH Notícias. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

Ler no portal