Pai e filho criam marca de diamantes cultivados em laboratório e usam aeroportos como vitrine
Depois de acompanhar o avanço dos diamantes cultivados em laboratório nos Estados Unidos, Eduardo Pereira, 66 anos, e Ricardo Pereira, 37, pai e filho, decidiram apostar na categoria no Brasil e criaram a L’Artist, marca de joias que hoje está presente em cinco aeroportos brasileiros. A empresa, fundada com recursos próprios, registrou crescimento de 80% entre 2025 e 2026 e pretende dobrar o faturamento em 2027.
Eduardo tem trajetória no varejo e participou da criação da Loungerie, enquanto Ricardo atuava no mercado atacadista de diamantes naturais e acompanhou de perto a consolidação dos diamantes cultivados nos Estados Unidos.
A ideia surgiu após Ricardo perceber que o produto deixava de ser tratado apenas como uma novidade tecnológica para ganhar espaço no mercado joalheiro americano. Segundo os sócios, a categoria ainda está em fase de expansão no Brasil, o que abriu espaço para a criação da marca. O nome L’Artist faz referência à ideia dos fundadores de que o cliente é o protagonista da experiência de compra. “O cliente é o artista”, resume Ricardo.
O primeiro ponto de venda foi inaugurado em maio de 2024 no Duty Free do Aeroporto de Guarulhos. A escolha pelos aeroportos não aconteceu por acaso. Além da experiência da família no setor, os empreendedores enxergaram os terminais como uma forma mais segura de iniciar a operação, aproveitando a visibilidade de estar ao lado de marcas internacionais já consolidadas.
Atualmente, a L’Artist está presente em cinco aeroportos brasileiros e também comercializa seus produtos por meio de vendas diretas e do site. A marca também prepara a entrada no terminal BTG do Aeroporto de Guarulhos. De acordo com os sócios, as vendas estão divididas de forma equilibrada entre os aeroportos e os demais canais.
A empresa trabalha com joias em ouro 18 quilates e diamantes cultivados em laboratório, pedras produzidas a partir de cristal de carbono que possuem as mesmas características físicas e químicas dos diamantes naturais. As pedras são importadas da Índia com certificação independente internacional, enquanto parte da montagem das joias é feita em Manaus (AM), aproveitando os incentivos fiscais da Zona Franca. Algumas peças também chegam prontas da Índia e de Hong Kong.
Segundo os fundadores, um dos diferenciais da marca é que todos os diamantes acima de 0,25 quilate recebem certificação individual de laboratórios reconhecidos internacionalmente. A empresa mantém fornecedores internacionais e busca competir por meio da combinação entre design, certificação e rastreabilidade.
O principal público é formado por mulheres que compram joias para si mesmas, movimento que os empreendedores afirmam observar com frequência crescente no mercado. O tíquete médio atualmente gira em torno de R$ 25 mil.
Com uma equipe de três colaboradores, a empresa segue operando com reinvestimento dos resultados no próprio negócio. Para os próximos anos, os planos incluem fortalecer o e-commerce, ampliar os investimentos em marketing, abrir uma loja física em shopping center e expandir parcerias com fornecedores internacionais. A marca também avalia oportunidades em outros mercados da América Latina, incluindo operações em duty free no México e na Colômbia.
Sobre a experiência de empreender em família, Eduardo afirma que o principal aprendizado está na convivência diária. “Não é fácil. É preciso ter liberdade para falar o que pensa e respeito para ouvir o outro”, diz o empresário.
Fonte: matéria publicada originalmente em pegn. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.
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